Mais de 400 pessoas participam da Caminhada Agosto Lilás em Caraguatatuba

Eventos19/08/2026 18h02
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Mais de 400 pessoas, entre mulheres, homens, adolescentes e crianças, participaram da Caminhada Agosto Lilás, realizada nesta quarta-feira (19), em Caraguatatuba. A ação teve como objetivo chamar a atenção para a importância do combate à violência contra a mulher e reforçar a necessidade de conscientização, prevenção, denúncia e acolhimento às vítimas.

A caminhada começou com uma aula de alongamento ao lado da Secretaria de Turismo. Em seguida, os participantes percorreram a avenida da praia até a Praça Dr. Cândido Mota, onde foram realizadas outras atividades de conscientização e atendimento à população.

Promovido pelo Fundo Social de Caraguatatuba, com apoio de todas as secretarias municipais, o evento abordou os diferentes tipos de violência contra a mulher, incluindo as violências física, psicológica, sexual, moral e patrimonial.

Durante a programação, o prefeito Mateus Silva e a primeira-dama e presidente do Fundo Social, Dra. Talita Carneiro, destacaram a importância de envolver toda a sociedade no enfrentamento à violência contra a mulher.

“O combate à violência contra a mulher deve ser diário. Não podemos nos calar, nos omitir quando deparamos com essa situação. O Fundo Social, a Secretaria de Assistência Social, de Saúde e todos os equipamentos públicos estão de portas abertas para acolher as vítimas e prestar, a elas, assistência adequada”, destacou Talita.

A caminhada também reuniu pessoas que fizeram questão de compartilhar suas experiências e reforçar a importância de falar sobre o tema.

Os amigos Maria Mota, de 71 anos, e Edimilson Américo dos Santos, de 72, participaram juntos da atividade. Maria contou que já sofreu violência verbal e física e ressaltou a importância da participação das mulheres nas ações de conscientização.

“Nós mulheres temos que participar, temos que falar sobre esse assunto. Eu sofri violência verbal e física por parte de um vizinho. É uma situação horrível”, relatou.

Santos destacou que a prevenção da violência deve começar ainda na infância, com a educação dos meninos para o respeito às mulheres.

“A violência contra a mulher, hoje, é pandêmica. Temos que acabar com isso. Desde criança, os meninos devem ser educados a respeitar as mulheres”, avaliou.

Outra participante foi Vivian de Souza Aranha, de 43 anos, que relatou ter sido vítima de violência física, psicológica e patrimonial durante um relacionamento de dez anos e também de um ex-namorado.

Segundo ela, os casos foram denunciados e a experiência reforçou a importância de buscar ajuda diante de situações de violência e relacionamentos abusivos.

“Denunciei os dois. Não podemos ficar quietas, com medo. É isso que eles querem. Meu conselho para as mulheres é que, ao perceberem um relacionamento abusivo, saiam fora. Não tem essa de que ele vai mudar. O homem violento não muda. A gente é que tem que ficar longe desse tipo de relacionamento”, afirmou.

Além das ações de conscientização, a programação contou com serviços de saúde na Praça Dr. Cândido Mota. Uma tenda foi montada para atender as mulheres e facilitar o acesso a serviços da rede municipal.

Servidores da Secretaria de Saúde realizaram marcações de consultas e exames, incluindo mamografias. Também foram aplicadas vacinas SCR, contra sarampo, caxumba e rubéola, contra febre amarela e contra a influenza.

Durante a ação, foram realizados ainda testes de glicemia, conhecidos como dextros, e aferições de pressão arterial.

O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. O mês faz referência ao aniversário da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006.

A legislação estabeleceu mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de medidas de proteção e assistência às vítimas e mecanismos de responsabilização dos agressores.

A campanha busca ampliar a informação sobre os diferentes tipos de violência, divulgar os canais de denúncia e fortalecer a rede de proteção e atendimento às mulheres.

Canais de denúncia e ajuda:

Guarda Civil Municipal: 153 ou botão SOS

Central de Atendimento à Mulher: 180

Polícia Militar: 190

Delegacia da Mulher (DDM): Avenida Paraná, 460, Jardim Primavera.

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