A Receita Federal e os Ministérios Públicos de cinco estados e do Distrito Federal deflagraram nesta quinta-feira (27) a Operação Poço de Lobato para investigar suspeitas de fraude no recolhimento de impostos envolvendo o grupo Refit, proprietário da antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e dezenas de empresas do setor de combustíveis.
A ação cumpriu 126 mandados de busca e apreensão e tem mais de 190 alvos sob investigação por delitos como organização criminosa, crimes tributários, lavagem de dinheiro e práticas contra a ordem econômica. As autoridades apontam que a Refit causou prejuízo superior a R$ 26 bilhões e é considerada o maior sonegador do estado de São Paulo.
Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano por meio de empresas próprias, fundos de investimento, offshores e uma exportadora no exterior. Já foram bloqueados mais de R$ 10 bilhões em bens dos investigados, incluindo imóveis e veículos.
O promotor Alexandre Castilho, do Ministério Público, afirmou que a circulação de recursos entre empresas diferentes indica controle centralizado. Ele citou elementos obtidos com quebras de sigilo fiscal e bancário.
A procuradora-geral do Estado de São Paulo, Inês Coimbra, disse que os débitos inscritos em dívida ativa paulista, que somam R$ 9,6 bilhões, referem-se a valores declarados pela própria empresa como devidos em ICMS. Segundo ela, quando a cobrança foi feita, não havia mais patrimônio disponível.
A operação é conduzida por equipes da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado, Ministério Público paulista e Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos. As ações ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e no Distrito Federal e envolvem toda a cadeia de produção e distribuição de combustíveis. O nome da operação faz referência ao primeiro poço de petróleo do país, descoberto em 1939 em Salvador.
Fonte:Redação















